KABBALAH – O ORGANOGRAMA MENTAL

A Kabbalah pode ser simplificadamente definida como uma escola de pensamento ou método esotérico que visa definir a natureza do divino, do universo e do ser humano.

O tema Kabbalah é de extensa complexidade e pretendo elucidá-lo em doses homeopáticas ao longo dos posts deste blog.

A principal alegoria cabalística é a Árvore da Vida, um diagrama simbólico e didático, cujo objetivo é elucidar os infinitos aspectos do cosmos e do homem.

A árvore da vida é dividida em dez esferas ou emanações chamadas de Sephiras, cada uma simboliza um aspecto ou estado de consciência. As Sephirot (plural de Sephira) são conectadas por vinte e dois caminhos.

A estrutura da árvore da vida funciona como um organograma da psique humana. Um gráfico hierárquico organizacional que demonstra como criamos e propagamos realidades imaginárias. Descreve imageticamente o funcionamento da nossa criatividade. Representa simultaneamente os diferentes estados de consciência (Sephirot) e suas conexões (Caminhos).

Em cada uma das esferas e dos caminhos podemos inserir diferentes arquétipos e símbolos. Nossa imaginação, por mais ilimitada que possa parecer, só consegue conceber signos, personagens e roteiros que se encaixem dentro deste organograma.

Todas as infinitas e ilimitáveis narrativas humanas estão, por mais paradoxal e ilógico que possa parecer, contidas dentro desta alegoria cabalística. Todas as estruturas mitológicas, religiosas, sociais e culturais das nossas civilizações foram baseadas e construídas a partir do organograma da árvore da vida.

A Kabbalah nada mais é do que uma linguagem oculta para representar os aspectos psicológicos que brotam, emergem e se propagam nas mentes humanas.

kaballah cores enumerada

A primeira esfera, Kether (1) representa a criação, a origem, o mistério. A fonte por onde brota toda a complexidade indescritível da mente humana. O início de todo e qualquer processo criativo, cognitivo e mental.

A centelha psíquica iniciada em Kether tem três possíveis destinos: a expansão, Hochma (2), a restrição, Binah (3), e o equilíbrio Tipheret (6). As esferas localizadas na coluna da direita são subordinadas a Hochma e formam o pilar expansivo, e as localizadas à esquerda abaixo de Binah compreendem o pilar restritivo.

Hochma (2) são as infinitas possibilidades da criação cognitiva. Onde não há limites para o pensamento e nenhuma ideia é descartada. Tudo é disforme e virtualmente possível.

Binah (3) é o limite, o entendimento, a compreensão. Quando as ideias tomam forma e passam a seguir uma linha de raciocínio e pensamento.

Chesed (4) é a etapa mental que provê a manifestação das próximas esferas. Proporciona a prosperidade, o planejamento, o legado, estabelece o enredo das narrativas.

Geburah (5) engloba os modelos mentais que visam chegar a um objetivo. A força motriz, a luta, o foco, a diligência e a assertividade.

Tipheret (6) é a posição central do organograma cabalístico, a própria identidade, o ego, a pura essência mental, o centro do intelecto. O equilíbrio e a harmonia entre o racional e o emocional, a expansão e a restrição.

Netzach (7) são as emanações emocionais, os desejos, as inspirações. Onde reside os sentimentos de afeto, a libido, o entusiasmo, os instintos, o ânimo e a exaltação.

Hod (8) a esfera da inteligibilidade, dos códigos, da gramática, dos símbolos e das ferramentas mentais. Onde podemos perceber e compreender através da razão e da lógica. Onde reside os aparatos cognitivos e os mecanismos de comunicação.

Yesod (9) é o aspecto intuitivo da nossa mente, onde projetamos e fundimos os modelos racionais (8) e emocionais (7) em uma só manifestação. O fundamento para criarmos no plano material; onde combinamos os aparatos cognitivos e a inspiração para materializarmos nossas ideias.

Malkuth (10) é o mundo material e tudo que se manifesta nele. Representa o nosso cérebro e os processos fisiológicos que permitem o funcionamento da mente. É nesta esfera que materializamos nossas ideias, projetos e realidades imaginárias.

Daath (?) é a esfera oculta e representa o conhecimento. Só podemos imaginar, criar e raciocinar a partir daquilo que conhecemos.

Este gráfico organizacional nos permite compreender todos os processos criativos, imaginários e estruturais da humanidade. Pretendo nos próximos posts explorar e destrinchar ainda mais este universo!

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